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"Um dia virá em que só se terá um único pensamento:A EDUCAÇÃO,"(Nietzsche) "Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar".(Thiago de Melo)

Na Casa da Vovó pode tudo?

Os pais são para educar e os avós para deseducar, né?

Isabel Parolin

Autora dos livros "Pais & educadores: quem tem tempo de educar?" e "Pais e educadores: é proibido proibir?".

Não! Decididamente, não!

Tenho ouvido a afirmativa acima com mais freqüência desde que me tornei avó de dois netos e meio (o último deverá nascer em agosto de 2008). Percebo que as pessoas que afirmam que os avós podem deseducar, buscam em mim uma cumplicidade que eu não posso dar. Não concordo que os avós podem deseducar e acredito que todos que convivem com as crianças são educadores, mesmo que sem essa intencionalidade.Diante dos novos papéis sociais que as mulheres têm desenvolvido, a tarefa de educar filhos tornou-se mais árdua e um investimento que requer, dentre tantas outras coisas, parcerias.

A escola tem sido a grande parceira da família contemporânea. As creches, berçários, escolas de Educação Infantil são espaços privilegiados que, além de atender as necessidades imediatas de cuidados de uma criança pequena, favorecem uma formação de qualidade, diferente da familiar.

Quando a avó assume o papel de principal educadora da criança perde uma relação preciosa e importantíssima para sua saúde sócio-afetiva. A avó é pessoa que, por ser próxima dos pais, tem liberdade para pequenos cuidados, pequenas decisões, grandes passeios, grandes brincadeiras, inesquecíveis lanches, além de dar carinho e atenção para eles.

Ao assumir o lugar de cuidador no dia-a-dia, os avós acabam caindo numa armadilha, situação ruim para eles e, pior ainda, para seu neto. A experiência tem mostrado que eles, ou se tornam permissivos demais, não cumprindo com o esperado papel formador, ou se tornam “os pais-substitutos” da criança, deixando-os sem a importantíssima figura dos avós.

Outra situação que se torna motivo de queixa, tanto dos pais quanto dos avós, é a diferença de encaminhamento que os avós idealizam e dão aos netos, diferente daquela que os pais idealizam e dão aos filhos. A diferença é importante e só fortifica a criança, no entanto, é fundamental que os diferentes papéis e as respectivas diferenças estejam claros para todas as partes.

Em tempos que os pais têm de trabalhar, estudar e qualificar-se para o mercado de trabalho, é comum terem necessidade de uma rede de apoio para atuar junto a seus filhos.

A escola é a melhor opção!

Assim, os avós ficam para as tarefas mais prazerosas como buscar na escola, servir as refeições, acompanhar o banho, contar histórias etc. Dessa forma, além da criança ficar aos cuidados de profissionais que se formaram para trabalhar com crianças e promover desenvolvimento e aprendizagens, ela tem os avós em seu papel afetivo de avós, mas que podem, ainda, dar um ajuda na educação da criança.

Quem ama educa, já afirmou Tiba, porém, só o amor não educa, quero lembrar.

Ser educador é ter intencionalidade, clareza de objetivos, ser afetivo e dar as regras para que a criança compreenda o mundo em que ela vive e possa viver bem!

Contudo, não podemos esquecer que a educação parental é indispensável, mesmo que a mãe more com os avós. É fundamental a criança reconhecer seus pais como autoridade, como quem cuida deles e são responsáveis pelo seu bem estar e educação. Os avós precisam entender que eles já foram pais e que a vez de desenvolver esse papel é de seus filhos.

A experiência tem mostrado que os avós têm ajudado, e muito, porém cada pai e mãe precisa trilhar o caminho que os tornará, igualmente, experientes.

Criança para bem se desenvolver precisa de Professores Formadores, de Pais Educadores e avós igualmente educadores, mas com uma boa pitada de açúcar!

Meus Textos Prediletos

Paulo Freire

Ensinar exige Estética e Ética

A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência e boniteza de mãos dadas. Cada vez me convenço mais de que, desperta com relação à possibilidade de enveredar-se no descaminho do puritanismo, a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza. Uma crítica permanente aos desvios fáceis com que somos tentados, às vezes ou quase sempre, a deixar as dificuldades que os caminhos verdadeiros podem nos colocar.

Mulheres e homens, seres histórico-sociais, nos tornamos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos. Só somos porque estamos sendo. Estar sendo é a condição, entre nós, para ser. Não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.

Divinizar ou diabolizar a tecnologia ou a ciência é uma forma altamente negativa e perigosa de pensar errado. De testemunhar aos alunos, às vezes com ares de quem possui a verdade, um rotundo desacerto. Pensar certo, pelo contrário, demanda profundidade e não superficialidade na compreensão e na interpretação dos fatos . Supõe a disponibilidade à revisão dos achados, reconhece não apenas a possibilidade de mudar de opção, de apreciação, mas o direito de fazê-lo. Mas como não há pensar certo à margem de princípios éticos, se mudar é uma possibilidade e um direito, cabe a quem muda - exige o pensar certo - que assuma a mudança operada. Do ponto de vista do pensar certo não é possível mudar e fazer de conta que não mudou. É que todo pensar certo é radicalmente coerente.

Referência bibliográfica FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo : Paz e Terra, 2000. p 36-37

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA

Por: Luciana Martins Maia "Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática". (FREIRE, 1991: 58). Uma boa escola se preocupa com a formação de seus alunos. Uma escola de excelência se preocupa também com a formação de seus professores. Um bom professor se preocupa em ensinar bem seus alunos. Um professor excelente se preocupa em aprender com eles ajudando-os a percorrer os caminhos em direção às suas próprias descobertas. Para isso, precisa estar bem informado, ter domínio das diversas tecnologias de ensino e ser conhecedor das principais teorias de aprendizagem. No mundo moderno, as informações aparecem em ritmo acelerado, através de diversos meios de comunicação e o professor não pode ficar parado no tempo. A escola não pode mais ser a mesma de quinhentos anos atrás. Mas esse é um discurso que todo mundo já sabe. Então o que fazer na prática? O professor, apesar da falta de tempo e do dinheiro escasso, precisa encontrar meios de se atualizar e de, a cada dia, melhorar seu desempenho profissional. Para isso, é importante que freqüente cursos, palestras, oficinas, e também eventos culturais que possam ajudá-lo a enriquecer seus conhecimentos. Através da formação continuada o professor se atualiza se insere no novo mundo, conhece novas técnicas de ensino, troca informações com outros colegas, reflete sobre sua prática, divide problemas, encontra soluções. O IDCP – Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Profissional é uma empresa que se preocupa com o dia a dia do educador e, por isso, auxilia-o em sua jornada pedagógica e em sua prática educativa promovendo a reflexão e a troca de informações e experiências acerca do universo educacional. O IDCP acredita numa educação verdadeira, de qualidade, e para isso procura oferecer aos seus alunos todos os subsídios para que possam buscar novas alternativas de trabalho a fim de levar a uma aprendizagem realmente eficiente. Ao promover eventos presenciais como cursos, palestras, simpósios, semanas pedagógicas, feiras de livros e oferecer cursos também na modalidade à distância, a empresa pretende fazer com que cada educador consiga transformar seus sonhos de uma educação verdadeira em realidade. Os cursos à distância proporcionam uma aprendizagem rápida, de baixo custo e eficaz àqueles que não possuem disponibilidade de tempo ou acesso para freqüentar cursos presenciais. Todos devem ter direito a educação, tanto professores como os alunos e é através da aprendizagem constante que se educa o mundo.

Textos Interessantes

RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO Por: Marlene Carvalho Pegue uma criança de 6 anos e lave-a bem. Enxugue-a com cuidado, enrole-a num uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula. Nas oito primeiras semanas, alimente-a com exercícios de prontidão, ou seja, exercícios para que ela fique pronta para aprender a ler. Na nona semana, ponha uma cartilha nas mãos da criança. Tome cuidado para que ela não se contamine no contato com livros, jornais, revistas e outros perigosos materiais impressos, pois se isso ocorrer, ela vai querer ficar mexendo eles sempre. Abra a boca da criança e faça com que ela engula as vogais, mande-a mastigar, uma a uma as palavras da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada, no mínimo, 60 vezes. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos. Mantenha a criança em banho-maria durante quatro meses, fazendo exercícios de cópia. Em seguida faça com que a criança engula algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar. Ao fim do oitavo mês, espete a criança com um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela devolve, pelo menos, 70 % das palavras e frases engolidas. Se isto acontecer, considere a criança alfabetizada. Enrole-a num bonito papel de presente (a beca da formatura) e despache-a para a série seguinte. Se a criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Repita a receita quantas vezes for necessário. Ao fim de três anos, embrulhe a criança em papel pardo e coloque um rótulo: “ALUNO-DEFICIENTE.”

ALFABETIZAÇÃO SEM RECEITA Por: Marlene Carvalho Pegue uma criança de 6 anos ou mais, no estado em que estiver, suja ou limpa, e coloque-a numa sala de aula onde existem muitas coisas escritas para olhar e examinar. Servem jornais velhos, revistas, embalagens, propaganda eleitoral, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, tudo que estiver entulhando os armários da escola e da sua casa. Convide a criança para brincar de ler, adivinhando o que está escrito: você vai descobrir que ela já sabe muitas coisas. Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas de que gostam e não gostam. Escreva no quadro algumas das coisas que foram ditas e leia para ela. Peça a criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas lojas, nos ônibus, nas ruas, na televisão. Escreva algumas destas coisas no quadro. Deixe a criança cortar letras, palavras e frases dos jornais velhos e não esqueça de mandá-las limpar o chão depois para não criar problemas na escola. Todos os dias leia em voz alta para a criança alguma coisa interessante: historinha, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação. Mostre para a criança alguns tipos de coisas escritas que talvez ela não conheça: catálogo de telefone, um dicionário, um telegrama, uma carta, um bilhete, um livro de receitas de cozinha, por exemplo. Desafie a criança a pensar sobre a escrita e pense você também. Quando a criança estiver tentando escrever, deixe-a perguntar ou ajudar o colega. Não se apavore se a criança estiver “comendo” letras, até hoje não houve caso de indigestão alfabética. Acalme a supervisora e a diretora se elas ficarem alarmadas. Invente sua própria cartilha. Use sua imaginação e sua capacidade de observação para ensinar a ler. Leia e estude, você também.

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA Por: Luciana Martins Maia "Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática". (FREIRE, 1991: 58). Uma boa escola se preocupa com a formação de seus alunos. Uma escola de excelência se preocupa também com a formação de seus professores. Um bom professor se preocupa em ensinar bem seus alunos. Um professor excelente se preocupa em aprender com eles ajudando-os a percorrer os caminhos em direção às suas próprias descobertas. Para isso, precisa estar bem informado, ter domínio das diversas tecnologias de ensino e ser conhecedor das principais teorias de aprendizagem. No mundo moderno, as informações aparecem em ritmo acelerado, através de diversos meios de comunicação e o professor não pode ficar parado no tempo. A escola não pode mais ser a mesma de quinhentos anos atrás. Mas esse é um discurso que todo mundo já sabe. Então o que fazer na prática? O professor, apesar da falta de tempo e do dinheiro escasso, precisa encontrar meios de se atualizar e de, a cada dia, melhorar seu desempenho profissional. Para isso, é importante que freqüente cursos, palestras, oficinas, e também eventos culturais que possam ajudá-lo a enriquecer seus conhecimentos. Através da formação continuada o professor se atualiza se insere no novo mundo, conhece novas técnicas de ensino, troca informações com outros colegas, reflete sobre sua prática, divide problemas, encontra soluções. O IDCP – Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Profissional é uma empresa que se preocupa com o dia a dia do educador e, por isso, auxilia-o em sua jornada pedagógica e em sua prática educativa promovendo a reflexão e a troca de informações e experiências acerca do universo educacional. O IDCP acredita numa educação verdadeira, de qualidade, e para isso procura oferecer aos seus alunos todos os subsídios para que possam buscar novas alternativas de trabalho a fim de levar a uma aprendizagem realmente eficiente. Ao promover eventos presenciais como cursos, palestras, simpósios, semanas pedagógicas, feiras de livros e oferecer cursos também na modalidade à distância, a empresa pretende fazer com que cada educador consiga transformar seus sonhos de uma educação verdadeira em realidade. Os cursos à distância proporcionam uma aprendizagem rápida, de baixo custo e eficaz àqueles que não possuem disponibilidade de tempo ou acesso para freqüentar cursos presenciais. Todos devem ter direito a educação, tanto professores como os alunos e é através da aprendizagem constante que se educa o mundo.

Feliz Páscoa!!!!!!

V i d a

Muitas vezes, a vida mede nossa fé opondo-nos resistência. Os obstáculos fazem parte da caminhada e render-se a eles demonstra fraqueza. Não há, na história da humanidade, um grande homem sequer que não tenha tido uma fé inquebrantável. Somente através da persistência e do bom animo é que conseguimos tornar realidade nossos mais ousados sonhos. Quando se tem a certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, pode ser mais forte que nós mesmos. Possuímos uma força poderosa, capaz de perseverar e conseguir tudo, bastando acreditar firmemente que, mesmo difícil, jamais será impossível. Vale lembrar o ditado: "O IMPOSSÍVEL É O POSSÍVEL QUE NUNCA FOI TENTADO". Chega quem caminha. Estão, caminhe com determinação, jamais duvidando da sua capacidade de vencer. Você pode, se acredita que pode. Todos nós, quando bem intencionados, somos verdeceres de uma vida nova. E, para tanto, necessário se faz uma ação contínua e persistente no sentido de tornar nossa vida mais próspera e feliz. Sem esforço não existe vitória. Persistência hoje e sempre, persistência mais e muito. E lembre-se: "UM MUNDO MELHOR COMEÇA EM VOCE". Tantas outras constatações invadem o nosso dia-a-dia entrando também no espaço do desenvolvimento espiritual. Diversos são os caminhos, mas uma coisa é certa: o ser humano é resultado de si mesmo, ou seja, ele é conseqüência natural de seus pensamentos e ações. Viver positivamente é criar uma visão construtiva, amorosa e otimista para melhor atuar neste mundo mágico de Deus. Mas o que é, de forma mais detalhada, ter uma vida positiva? Pois então vou dar algumas dicas preciosas para você conquistar tempos novos e mais prósperos para sua vida querida. Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é ter a tenacidade de uma águia, o entusiasmo de uma formiga e a meiguice de um beija-flor; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte.

SITE: www.magiadasmensagens.com.br

Mais Carinho...

Dê carinho aos seus alunos (autor desconhecido)

Carinho é fonte energética... Carinho é caminho de amor... Carinho nunca é demais... A afetividade é importante, sim. Pois, como um ser humano ainda imperfeito, ainda aprendiz, pode bastar-se a si mesmo? Não, amigos, a individualidade, sem dúvida, é direito de cada um de nós. Mas, em excesso, é egoísmo. Viemos aqui para aprender. Aprendizagem é sinônimo de troca de experiências, troca de energia, troca de informações, troca de afeto, troca e troca... Carinho é plumagens bonitas, macias, gostosas de sentir. Quem dá afeto se fortifica; quem o recebe se acalma, se tranqüiliza, se equilibra. Carinho é sinônimo de amor, colegas. Amor é bálsamo para a nossa condição de criança espiritual. Criança precisa de amor para crescer psicologicamente, afetivamente e fisicamente saudável. Criança precisa de apoio e de muita troca. Portanto, também nós precisamos de afeto. Não esqueçam desse detalhe colegas: amor é fonte de energia, é vida, é crescimento. Dêem e aceitem todo o tipo de afeto com verdadeiro amor.

Com Carinho,

Margoth

Educação Infantil

Este texto é de uma Psicóloga e sempre que preciso eu visito seu site, espero que façam bom proveito da leitura. Beijos:Margoth Jansen

O Afeto na Educação

Falar de Afeto na Educação é falar da importância de se atentar para a qualidade de relações que se estabelecem entre professores e alunos e entre professores e as demais equipes da Escola.

Tendo como base um olhar fenomenológico e holístico do mundo e dos seres humanos, além de conceitos da Teoria Sistêmica, enfocar a importância do afeto na Educação é ampliar os conceitos tradicionais cartesianos e os ainda tão validados de causa e efeito, e defender uma visão humanística-existencial mais ampla e a crença de que crescemos, nos descobrimos e aprendemos apenas em relação. Viver é "estar e ser com".

Não se questiona mais que a afetividade acompanha o ser humano desde a sua vida intra-uterina, até a sua morte, se manifestando como uma fonte geradora de potência e energia, e sendo o alicerce sobre a qual se constrói o conhecimento racional.

O que se coloca como fundamental é a importância de perceber o ser humano como um todo, onde sentimento-corpo-razão têm um significado muito maior do que dentro de um enfoque analítico e segmentado de cada parte, além de vê-lo como "um ser em relação" cuja realidade é construída no convívio com os demais, sendo ele, portanto, o responsável pela realidade que constrói.

Sendo assim, o professor não pode ser visto nem se conformar em ser apenas aquele que ensina e que prepara provas e aulas. Ele é, num enfoque holístico, antes de tudo, aquele cuja função primeira é educar e aprimorar o aluno como pessoa humana.

O professor traz dentro dele toda uma história de vida, todas as influências de seu grupo sócio-econômico, crenças e mitos familiares de pelo menos três gerações, as influências do clima de trabalho que vivencia, sua relação com colegas de trabalho, seu estado emocional, quando entra em sala-de-aula.

Por isso a importância de o professor também se avaliar e atentar para o que lhe pertence e que pode estar interferindo na relação com seus alunos e no modo como está exercendo seu papel de educador.

Seguindo este enfoque, a aluno também não é só aquele que aprende e é capaz de repetir o que lhe é ensinado. Como declara Charlot:

“Um aluno não é apenas uma criança de tal família, não é apenas o membro de um grupo sócio-cultural. Ele é também sujeito, com uma história pessoal e escolar. É um aluno que encontrou na escola tais professores, tais amigos, tais aulas, e que teve surpresas boas e más. É uma criança cujos pais disseram que o que se aprende na escola é muito importante para a vida ou, ao contrário, que não serve para nada. É uma criança que tem irmãos e irmãs ou não, que são bem-sucedidos na escola ou não, e que podem ajudar a criança ou não, etc..."

Sendo assim, o ensinar é um processo basicamente relacional, onde tanto o professor, como a escola, o meio social, e não só o aluno, são responsáveis pelo seu desenvolvimento, sucesso ou fracasso.

Como se relacionar bem sem afeto? Como se relacionar sem considerar sentimentos, desejos e necessidades, de ambos os lados: daquele que educa e daquele que é educado?

A verdade é que, embora o professor tenha alto nível intelectual e grande conhecimento de sua matéria, a maneira como ele se relaciona com seus alunos será a chave do sucesso da transmissão do que ensina.

Respeito pelas diferenças, abandono de pré-conceitos, vontade de aprender e não de exercer poder, saber ouvir, equilíbrio emocional, coerência, clareza de objetivos, saber elogiar em lugar de priorizar os erros, todos são ítens fundamentais na construção de uma relação afetuosa do professor com seus alunos.

Elisabeth Salgado